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sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Às vezes...



...lembro-me.

Estes dias vão ser de despedida e de reflexão, de muitas dúvidas e incertezas, mas essencialmente de grande mudança.

Espero estar à altura e mais uma vez espero ter escolhido o melhor caminho para mim.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Ausência..

Estou vivo.. Mas há muito que não escrevo.

Fui relembrado disso, hoje, por uma amiga.
A verdade é que desde que vim de Erasmus que talvez não me tenha apetecido refletir muito.

Os dias tem-se passado numa grande rotina, fora os fins de semana que sempre dá para variar um pouco. Mas passam tão depressa que quando dou por isso já é segunda novamente, e a rotina está de volta.

A verdade é que tenho saudades da minha vida em Erasmus. Mas é também verdade que mesmo que lá voltasse já nada seria igual. As pessoas que conheci já não estariam lá... E isto é algo que acontece com muitas coisas na vida e temos que saber aceitar.

Diz-se que não se deve voltar aos lugares onde fomos felizes, mas... Eu muitas vezes acabo por voltar.

Tenho andado afastado do blog, e talvez também um pouco de mim.

Ás vezes ando um pouco em piloto automático. Evito pensar muito, e acabo por cair na rotina de casa, estágio, casa. E quando tenho tempo para mim perco-me em leituras ou em jogos, não porque quero fugir mas sim porque me apetece relaxar.

Talvez deva fazer uma reflexão destes meses que se passaram... Mas não hoje.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Farmo... e Tu....

Curioso o facto de esta ter sido possivelmente a última farmo e as pessoas com quem eu mais estive terem sido aquelas com quem estive na primeira de todas.

Tu estiveste lá comigo na primeira, e estiveste comigo agora. Mas a diferença é colossal... Parece que uma vida passou entre as duas......
Quis estar ao pé de ti, pois contigo sentia-me bem, sentia-me feliz. Quis aproveitar para estar contigo.

Foi das poucas oportunidades que tive para isso, para estar contigo. Estando tão perto estive tão longe, mas foi bom.
Disseste-me para não alimentar as esperanças do meu coração, tens razão, mas ele alimenta-se sozinho há quase 3 anos, isto foi só um aperitivo para ele. Se algum dia leres isto, vais reparar que mesmo sem estares comigo tens sido parte constante da minha vida... O meu coração é teimoso, e é teimoso porque ama, porque quer amor e porque precisa dele. Então vive em constante busca de algo, em constante re-alimentação.

Eu quero deixá-lo ser livre, porque quando o tentei controlar, Tu já sabes no que deu. Se sendo livre, posso também vir a sofrer? Sim posso, tenho a certeza disso. Mas tenho quase a certeza que nunca será comparado ao que sofri quando o tentei controlar, e quando por isso perdi muito.

Agora dei-lhe a liberdade que ele precisa, para sonhar, para acreditar, para amar, para sofrer. Para ser no fundo um coração e não algo que eu tente manipular. Se ele tiver que sofrer, é válido. Eu sofro, mas sinto-me mais leve se ele for como quiser ser (com um pequeno controlo é claro).

Esta farmo foi muito importante para mim, especialmente porque falei de muitas coisas que há muito tempo estavam cá guardadas. Foi importante para mim ter partilhado contigo o que sentia. Quem me dera ter sido livre para fazer tudo e dizer tudo. Mas tal como tu, tive de guardar coisas para mim. Tive de as calar...

Há já algum tempo que não chorava, mas chorei algumas lágrimas. Lágrimas de tristeza, com alegria misturada. Lágrimas de saudade, lágrimas de carinho, lágrimas de dor, lágrimas de amor.

Estive contigo porque quis, porque era onde o meu coração me dizia para estar. Estive contigo porque era onde ele sentia algum calor. No abraço que me deste teria ficado uma eternidade, porque nele mergulhei de alma e coração, porque a ele me entreguei. Amei aquele abraço, aquele momento. Um abraço é a quebra do espaço que mantemos entre nós, é uma mostra de confiança, deixar alguém aproximar-se tanto que nos toca.

Diz-me quem vai convencer o meu coração a não sentir? Quem o vai convencer que não era contigo que ele mais feliz seria? Quem o vai convencer que não és tu a princesa que ele procura? Quem o vai convencer disso? Eu sei tanta coisa, tanta justificação, tanta razão para ele não seguir este caminho.

Mas onde entra a razão nos assuntos que são do coração? Para mim não entra e por isso ele é dono e senhor de si. E por isso neste momento aperta-me o peito, como há muito não apertava, porque não lhe estou a dar o que ele quer, porque não lhe posso dar o que ele quer. Mas se este foi o preço que tive de pagar pelas oportunidades que tive nestes 3 dias, que assim seja, valeu muito.


Sabes a música da Adele, que tu me falaste? Nunca a tinha ouvido com atenção, porque parece que me irritava a senhora por dar tanta vez na rádio... Agora não a consigo ouvir porque me dá um nó no coração. Essa música está gravada em mim, associado a um sentimento. E eu não consigo ouvir a música... Amargura-me, angustia-me...


O que é que eu posso fazer? Quando eu acho que eras Tu a tal, que eras Tu quem me preenchia, que eras Tu que me tornava mais que um só? Como é que eu lhe digo que ele está enganado? Como é que eu lhe explico que estás com outro alguém. Que amas outro alguém? É impossível para mim... Por isso deixo-o sonhar contigo. Porque eu sonhei quando era criança e não quero perder os sonhos.

Não quero acreditar que o "nunca" existe. Pois já tantas vezes disse essa palavra e no final sempre aconteceu. Não quero deixar de acreditar, numa grande história de Amor. Não quero acreditar que o que sucede com os outros me vai suceder a mim. Porque eu Hoje, acredito no Amor, luto por ele, cuido dele. E eu acredito que se acreditar tudo é possível.

Por isso sonha! Por isso acredita! Por isso ama!
Se algum dia te surgir outro alguém, és livre para a amar também. Pois no meu coração tenho a certeza que cabem vários tipos de amor. Até lá, estarei sempre por "perto", estarei à espera, estarei aqui.

Penso no futuro, e não sei o que daqui virá. Antes tinha mais "certezas", hoje não sei. Penso no passado, mas não como antes. Penso apenas para não me esquecer dos erros que cometi, daquilo que fui e porque agora sou assim e porque agora estou assim. Mas Se......

Eu não vou negar oportunidades ao futuro. Se um dia me surgires na vida como alguém livre, se o meu coração achar que eu me deva atirar, eu vou-me atirar. Eu posso perder, mas nessa altura vou-lhe dizer: "Fizemos tudo o que pudemos, não se roubam corações, meu coração. Os corações ligam-se entre si, e para isso são preciso dois, fizemos o que podíamos. Não mais nos negámos a amar, por isso descansa ou chora se assim entenderes, mas não fomos cobardes, como em tempos."

Ou talvez surja outra coração, não sei... Estou receptivo ao que o futuro me traga. E acredito que o meu coração e eu saberemos escolher o que será melhor, que saberemos agarrar as oportunidades!

Em breve vou-te prometer que nunca me irei afastar de ti. Que nunca te irei perder, e que irei estar sempre por perto.
Deixei um pedaço da minha alma na tua, serei sempre teu, é nisto que acredito.

Esta farmo mexeu comigo, não te sintas culpada, não foi a nossa conversa, ou melhor foi, mas é algo que já mexe comigo sem conversarmos. Apenas hoje com o cansaço o meu coração fica mais mole. Apenas hoje depois de estar tanto tempo próximo, ele estranha a diferença.

Ele nunca se esquece do teu toque, nem das tuas palavras, nem de nada... Está cá tudo, mesmo que nem sempre presente.

Porque para mim ainda não acabou, porque eu aceitei, mas não acabou.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

A inspiração falha...

...ou será a vontade??

Bem não sei bem...
Talvez não tenha querido reflectir nas coisas, talvez ande a ocupar a cabeça com outras actividades lúdicas (julgo que seja mais esta a razão)

No entanto, apesar de tudo isto, gosto de escrever...
E vou dizendo para mim que hei-de escrever mais ou pelo menos com melhor qualidade.

Ainda não é desta que iniciei o romance que gostaria de escrever, mas está agendado...

O que me leva aqui a escrever hoje foi uma frase que vi aqui.


"Missing someone isn't about how long it has been since you've seen them or the amount of time since you've talked. It's about that very momento when you're doing something and wishing they were right there with you"


É que é tão verdade para mim... Sinto mesmo esta frase, pois sinto-a na pele diversas vezes em diversas alturas.
Já perdi a conta aos momentos/alturas em que eu me lembrei de determinada pessoa e tudo o que eu mais queria era estar com essa pessoa naquele momento. Partilhá-lo, comentá-lo, mostrá-lo...
Até julgo que às vezes me senti incapaz de apreciar o momento na totalidade, pois faltava lá aquela peça, que me fazia comichão, que não me deixava sentir completo, que me dava um sinal que faltava algo.


É isso e os sonhos... Quantas vezes não sonhei eu já com ela, e me sentia feliz e "quente" no coração... Apesar de tudo o que tinha acontecido, as coisas estavam a reatar, estavam a dar a volta, e eu estava disposto a dar uma nova oportunidade... E depois acordo... E o que fica? Um enorme vazio, uma nostalgia bem grande e um aperto no coração... Acredito que este seja um dos desejos guardados no meu coração e que surge de vez em quando. Agora já não tanto, mas houve alturas menos simpáticas.

O meu coração é assim, amigo do meu ser, gosta de me fazer acreditar por momentos... Mas eu gosto dele assim!

E apesar de tudo continuo a acreditar no seu bom senso para me avisar quando eu tiver visto a tal!


Bem e agora vou-me deitar que se faz tarde e amanhã tenho um dia em grande, uma frequência pela manhã e depois partida para o Algarve para um fim de semana de festa e convivio!

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

E já dois anos se passaram...

Fez ontem dois anos que foi o fim, ou talvez o ínicio, não sei... Mas sem dúvida que foi um dia em que se deu uma mudança drástica na minha vida. Que me fez sofrer, que me fez repensar tudo, que me fez descobrir novas coisas, que me fez saber que afinal era forte e conseguia dar a volta, que me fez olhar a vida de outra forma.

A partir desse dia soube o que era o Amor, sobre o que era sofrer por Amor, soube o que era ver a pessoa que amávamos nos braços de outro...

É um dia que jamais esquecerei...
Um amigo meu pergutou-me se era masoquista... Porque razão recordava este dia... Que vivia preso no passado...
Mas não... Não gosto de sofrer, não vivo preso ao passado, mas este foi um dos dias mais marcantes da minha vida até agora e por isso não o esquecerei.

E tal como tu me disseste: "esse dia nao e para lembrar, embora eu nao me esqueça", não é um dia para lembrar mas é um dia que também não esqueço. Tu estando numa situação completamente diferente da minha não sei...
Deves estar com o coração mais aconchegado que eu...


O ano passado escrevi também um texto neste dia, com o coração dorido, cheio de saudade e tristeza, com uma mágoa ainda profunda e uma dor que ainda não tinha partido.

Este ano escrevo este texto com saudade, mas não com mágoa, com um toque de tristeza, mas com maior felicidade.
Aprendi a viver sem ti, ou da melhor forma que consegui. Nunca te esqueci, mas consegui saborear bons momentos que a vida me proporcionou.
Sonhei partilhar coisas contigo, mas não deixei de as fazer.

Aprendi muito nestes dois anos e mais continuarei a aprender.


E assim no dia 19 de Janeiro de 2011, passados 2 anos, eu sou uma pessoa diferente, uma pessoa que gosto mais.
A ti já não te conheço bem, mas tenho um carinho especial por ti, foste, és e serás sempre especial.




domingo, 12 de dezembro de 2010

Quantas vezes...

...me perguntei se em algum momento te lembraste de mim. Se em algum momento sentiste a minha falta. Se em algum momento tiveste saudades nossas, dos nossos passeios, das nossas conversas. Se algum dia te arrependeste. Se alguma noite choraste por mim. Se, se, se...
Tantas vezes me questionei, vezes sem conta, repetidamente, sem nunca ter alguma resposta.
Quantas vezes pensei eu em ti, enquanto passeava sozinho, enquanto passeava acompanhado, quando via algo que gostava, quando estava feliz e te queria contar, quando estava triste e queria um pequeno mimo.

Milhões de vezes pensei eu em ti, pensando eu que nunca sairias do meu pensamento. A verdade é que já não sendo uma constante na minha vida, ainda surges bastantes vezes.
E especialmente, em alturas que me dizem bastante como são os meses de Dezembro e Janeiro e os meses de férias... Isto porquê? Porque foram neles que tive as memórias mais marcantes contigo.
Em Dezembro foi quando nos começamos a dar e não sabes as saudades que sinto quando estou em casa e sinto o desejo, de estar apaixonado, e de ser reciproco. A vontade e desejo de estar com aquela pessoa, esteja frio ou a chover.
Os passeios que davam contigo naqueles dias gelados, gelados, mas com um sol de "Verão". Adorava sentir o frio agarrado a ti...
Adorava sair de um exame e ir passear contigo, esquecer se correu bem ou mal e entregar-me só a ti e a nós.
Foram coisas que me marcaram e nestas alturas é quando sinto mais a falta e por consequência que me lembro mais de nós.

Já não é o amor que me prende a ti, mas sim aquilo que fomos, o carinho que restou, apesar de tudo o que se passou. Quero-te bem, desejo-te tudo de bom e gosto de te ver com um sorriso nos lábios. Mas também tenho uma saudade imensa de te abraçar, de te tocar, de te beijar. É algo que me habituei a lidar, mas há dias que é mais difícil, há alturas em que custa mais.

E porquê senti eu necessidade de escrever hoje sobre isto... Simplesmente porque ultimamente tenho sentido a tua falta, a falta de alguém...
Não existe ninguém novo na minha vida, não vejo nada no horizonte...
Ou melhor até poderia haver, mas foi algo que "morreu à nascença", algo que não foi permitido se desenvolver. E assim um dia de cada vez, vou tentando aproveitar o melhor possível. Uns dias com mais saudade, outros com menos, mas sempre contigo no coração.

Porque um dia foste... E ainda és...


P.S: Bem sei que há já algum tempo que nada dizia, mas escrevo quando sinto vontade e também quando o tempo me permite, e como andei ocupado, não tive grandes oportunidades de reflectir naquilo que sentia.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Saudade é...

Saudade é aquilo que eu sinto...
Saudades tuas? Sim, algumas talvez.
Saudades daquilo que vivi, dos momentos que passei, da cumplicidade, da partilha, da amizade e do amor? Sim, de certeza.
Tenho saudades, não tenho vergonha de admitir. Deixaste marca e essa marca reflecte-se em saudade. Tenho o coração cheio dela, alimento o amor que em mim reside com ela.
Será que quando um grande amor acaba é impossível não acabar a saudade?
Eu acho que não, que não acaba, mas que fica sempre um resto grande ou pequeno dentro de nós.
O que fazer com ela? O que fazer quando tudo acaba e não nos resta mais nada do que a saudade daquilo que vivemos?
Uns dizem para seguir em frente, arranjar outras coisas e esquecer. Eu penso que sigo em frente sem me esquecer, arranjo ocupações sem me esquecer, amo sem esquecer. Não faço de propósito, mas é o coração que manda.
Gostaria de poder falar contigo mas não o posso fazer, existes mas não para mim.
Tanto tempo já passou, que nem sei bem como tudo aconteceu e pergunto-me, às vezes, se o que vivi não foi um mero sonho. Sei que não foi, mas em certas alturas parece, pois é estranho como tanto se passou e como agora não somos mais que dois (des)conhecidos que em tempos partilharam algo.
Fazes parte de mim, do meu coração, dei-te uma parte de mim e por isso é impossível esquecer, é impossível não sentir saudades tuas. Coração não esquece quem ama, e amei-te e amo-te.
Por isso sei a razão pela qual cada vez que te vais embora é como se uma parte de mim também fosse (em tempos uma parte grande, hoje em dia pequena).
Saudade é não saber se a pessoa que amamos ainda gosto das mesmas coisas, se ainda se veste da mesma forma, se ainda gosta de comer chocolates, se ainda gosta de mimos, se ainda gosta que a abracem, se ainda dorme na mesma posiçao, se em algum dia se lembra de nós.
Isto é saudade, é algo que vive em nós, que nos preenche o coração, que nos sufoca, que nos atormenta, que nos faz chorar, mas acima de tudo que nos faz sorrir, que nos faz acreditar e sonhar.
Estás em mim e para sempre ficarás meu amor.
Pensem o que quiserem, digam o que disserem, não é o tempo que as coisas duram que nos marca, mas sim a intensidade e jamais sentirei vergonha dos meus sentimentos.